Sob o Antigo Regime francês, era de costume plantar um « Maio » ou « árvore de Maio » na honra de alguém. No Condado de Nice raparigas e rapazes « giravam Maio » ao som de pífano e tambor, ou seja dançar as rondas de Maio ao redor da árvore de Maio.
Assim, em homenagem às vítimas, o Congresso Socialista, realizado em Paris em 1889, escolhe o 1º de maio como Dia Internacional do Trabalho. Graças à mobilização de diversos trabalhadores, ao longo das décadas, é que podemos contar com várias conquistas nesse campo. No Brasil, o 1º. de maio também foi a data escolhida para se criar o salário mínimo (1940) e a Justiça do Trabalho (1941), ambas realizações do Governo Vargas. Infelizmente, entre a mão-de-obra mundial, ainda é freqüente o uso do trabalho infantil, mesmo que ilegalmente.
Autor: Juscelino Tanaka
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O Conceito Biológico da comunicação é relacionado com a atividade sensorial e nervosa do ser humano. É através da linguagem que é exprimido o que se passa no seu sistema nervoso. Algumas espécies têm a necessidade de intercambiar informações apenas para multiplicar-se, enquanto a espécie humana procura comunicar-se intensamente com outros porque necessita de participar ativamente da sua própria evolução biológica.
Esse é um conceito parcial, pois a comunicação não se resume a impulsos nervosos. Existe o lado emocional que contribui para a formulação das idéias. A inteligência emocional é parte biológica do ser humano, uma vez que sentimentos como ira e alegria alteram batimentos cardíacos, influenciando pensamentos e reformulando informações. A comunicação é uma atividade educativa que envolve troca de experiências entre pessoas de gerações diferentes, evitando-se assim que grupos sociais retornem ao primitivismo.
Autor: Juscelino Tanaka
A origem do dia das mães é datada no século XX. A história iniciou nos Estados Unidos, em uma cidade do Estado da Virgínia Ocidental, em maio de 1905. Anna Jarvis, filha de pastores perdeu sua mãe e passou por uma forte depressão. Diante do sofrimento, algumas amigas a fim de perpetuar a memória da mãe de Anna tiveram a idéia de fazer uma festa. Homenagem essa que, por incentivo de Anna, se estenderia a todas as mães, vivas ou mortas, como um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães, com o intuito de fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães durante três anos seguidos. A primeira comemoração ocorreu em 26 de Abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E.Glasscock, incorporou o dia das mães ao calendário de datas comemorativas. Logo após a comemoração, o Dia das Mães se difundiu por todo o país. Em 1914, a data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de maio. Em pouco tempo, o dia das mães passou a ser reconhecido por mais de 40 países. Em Israel, o dia das mães deixou de ser comemorado, passando então a ser celebrado o dia da família, no mês de Fevereiro. No Brasil, o dia das mães é comemorado no segundo domingo de maio, conforme decreto assinado, em 1932, pelo presidente Getúlio Vargas, sendo que o primeiro dia das mães foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de Maio de 1918. Antes de Anna, a escritora Julia Ward Hove já sugeria a criação do dia das mães, ao organizar em Boston, no ano de 1872, um encontro de mães dedicado à paz.
Por Patrícia
O dia 15 Maio foi consagrado no ano de 1994, ano em que a comunidade internacional comemorou o Ano Internacional da Família que visava atrair a sociedade para os problemas familiares, e a melhora da capacidade institucional para enfrentá-los, através de políticas globais.
Os principais problemas que chamam a atenção para a ação dos poderes públicos são: alterações das estruturas familiares, envelhecimento da população, aumento das migrações, pandemia da AIDS, globalização.
A AIDS foi um dos temas do Dia Internacional da Família, a idéia era chamar a atenção para a forma trágica com que a doença tem afetado as famílias. Quase 5 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus HIV em 2003.
Por Patrícia Lopes
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Símbolos do mês de maio
Ah, o mês de maio! Não bastasse essa luz oblíqua que faz as manhãs acontecerem assim feito epifanias e este fundo do ar friozinho, maio ainda é mês de mãe, mês de noivas, mês de Nossa Senhora….
“Maio é o mês mais feminino do ano”, me dizia um astrólogo.
Tem razão, meu amigo, que não há de ser só por coincidência se terem juntado no mesmo mês tantas festas femininas! Existem perguntas que, uma vez formuladas, funcionam feito tiros de largada: você só consegue parar quando a curiosidade é saciada, não concorda? Pois foi assim que me senti quando descobri que não sabia as razões da feminilidade do mês de maio.
E lá fui eu atrás...
Maiesta, a Bona Dea Uma busca no dicionário me ensina que a palavra maio está relacionada com Maiesta, um antiquíssima deusa dos romanos e que provavelmente estava, ela também, associada com uma outra figura divina, a Bona Dea, ou a boa deusa da fertilidade e da abundância. Maiesta era esposa de Vulcano, o deus do fogo. Nas festas em sua honra, os homens não eram admitidos. Os livros de mitologia greco-romana também falam de um festival das flores em sua homenagem e que acontecia entre abril e maio. E, como em muitas festas primitivas que celebravam a primavera, além das flores, símbolo da possibilidade de renovação da vida, os rituais incluíam muita dança e muita festa e um vento de liberdade bem sexual inspirando tudo. Vou lendo e deixando surgir uma imagem em tons de ocre, tons da terra, um campo verde-novinho...no alto da colina encharcada de sol, vejo chegar o cortejo da Bona Dea. Libertados dos andrajos sombrios do inverno, homens e mulheres em panos claros, transparentes e flutuantes, caminham rodopiando pela estradinha poeirenta. Alguns tocam alaúdes ou flautas. Trazem flores nos cabelos, amarradas nos pulsos, presas na cintura. Florália é o nome do festival. Fauna e Flora são os outros nomes das deusas. A festa da Natureza é a festa dos humanos!
Beltane, a festa da primaveraNos países do hemisfério norte, em maio a primavera está no auge. As florálias romanas eram apenas um dos grandes festivais que marcavam a mudança da estação. Beltane ou o grande festival do fogo entre os celtas, o povo que vivia em boa parte do que hoje a gente conhece como Europa, antes da expansão do cristianismo era outro. Para estes celtas – e para os irlandeses, seus descendentes mais diretos – o verão começava entre o dia 30 de abril e 1o de maio. Mas não era só a volta do calor que os festejos de primavera celebravam. Importante também era garantir boas colheitas do trigo recém semeado. Os rituais de fertilidade traziam a festa para os campos. Os casais vão dançar em torno do mastro, símbolo da árvore sagrada. Trançando e destrançando fitas coloridas, aproximam-se e afastam-se, antecipando jogos mais ousados de sedução. Alguém lembrou dos nossos mastros de São João? Pois, nossas festas juninas, embora no inverno, guardam, sim, um restinho de sol...
Por toda parte, encenava-se sobre a terra, o mesmo ato sagrado que assegurava a vida: a germinação das sementes. Na última noite do festival, as orgias reproduziam o hierogamos, o casamento sagrado que unia o casal divino. E, repetindo o ato criador original, faziam circular a energia criativa, espalhando-a pelos campos cultivados e pelos corpos e almas de mulheres e de homens. A mágica do ritual garantia a vida vegetal e animal até o ano seguinte….
Maio, mês das noivas...mesmo sem saber, talvez estejamos impregnados destas memórias. O fato é que embora hoje a gente mal nem perceba a passagem das estações, para estes nossos ancestrais, seria impensável trocar as cerimônias típicas da primavera pelas do outono e vice-versa. Cada época, tinha o gosto, os cheiros, as cores e o espírito da estação… e pronto, estamos conversados.
E para quem acha que só existe um jeito de se casar – o nosso -- surpresa: o casamento, tal como a gente conhece hoje não existe até algum momento do século 18. É o que diz o sociólogo Philippe Ariés, francês e um dos autores do livro Sexualités Occidentales. Interessantíssimo, por sinal. É lá que aprendo que até o século 9, a função do padre resumia-se a abençoar o leito nupcial, para garantir a fecundidade da “semente” do casal. Antes disso, a cena de um casamento seria mais ou menos assim: estamos na casa da moça, onde alguns parentes ou amigos aguardam. O pai da noiva convida o futuro genro para sentar-se e oferecer a ela uma taça de vinho. Maria, a noiva, bebe em silêncio. Talvez o próprio pai, talvez um tio, irmão de sua mãe convida: “Dá de beber ao teu noivo, João, como sinal de união”. Ela obedece e leva a taça aos lábios do felizardo João, que então anuncia: “Eu beijo Maria, como sinal de união”. Eles se dão as mãos e se beijam. Os presentes festejam, gritando, “eles estão casados! E que todos bebam à saúde dos dois…” Um beijo, um gole de vinho, gente querida em volta...quer coisa mais simples?
Os símbolos do casamento Eventualmente, um ritual tão importante assim vai se enriquecendo de símbolos. Havia as flores que enfeitavam Maria com os tons e perfumes da própria primavera. E o anel que, assim como o gesto de dar as mãos, representa união, totalidade. E o costume de jogar arroz ou qualquer outro grão nos noivos também não cabe naquela cena de primavera? Abundância e fertilidade, tudo de que um casal precisa... Para afastar os maus espíritos, o cortejo que acompanhava os recém-casados até sua nova morada, fazia muito barulho – lembraram das latas amarradas atrás dos carros? E neste cenário de um maio ensolarado não podia faltar comida: pães e bolos compartilhados, promessas de unir esforços, na saúde e na doença...Símbolos-bênçãos que deveriam ajudar os noivos a atravessarem juntos muitas primaveras e muitos invernos...
Maio, de Nossa Senhora E Nossa Senhora? Prometo falar só dela num outro artigo, mas vou contar uma historinha bem curta para vocês. Existe um costume nas aldeias de Portugal, cujas origens ninguém sabe explicar muito bem. Em algum momento entre a Páscoa e Pentecostes, ou seja, em plena primavera, os habitantes se reúnem para fazer o bodo anual contra pragas e contra a seca. “Bodo” vem do latim votum e quer dizer “promessa”. Era o nome da refeição que se servia nos casamentos. Um bodo ritual também era oferecido a Nossa Senhora da Guia ou Nossa Senhora Rainha do Céu. Em grandes fornos colocados nas praças dos vilarejos, os camponeses preparavam para esta refeição uns biscoitos, parecidos com bolos, chamados “cavacas”. E “cavacas” chamavam-se também os pães que os cananeus, do outro lado do Mediterrâneo, ofereciam à sua Senhora dos Céus, Ishtar, há milhares de anos...Coincidência? Acho que não. Não existem coincidências na memória coletiva dos homens...
Agora adivinhe só de onde vêm nossa palavra “bodas”?
Adilia Belotti (belotti@ig.com), editora do site Árvore do Bem, escreve esta coluna às segunda-feiras
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